Angelo Primon e Thiago Ramil brilham no Sons da Cidade

Angelo Primon e Thiago Ramil fizeram uma grande noite musical na edição de agosto do projeto Sons da Cidade, na última terça-feira. No palco do Teatro Renascença, os dois músicos exploraram sonoridades acústicas em performances de alto teor poético, aplaudidas por um público curioso e numeroso.

 

Angelo Primon e seu grupo no show Olhar o Mar. Foto: Luís Bissigo

Angelo Primon e seu grupo no show Olhar o Mar. Foto: Luís Bissigo

O roteiro começou com o espetáculo Olhar o Mar, em que Angelo Primon revisita canções de artistas lusitanos contemporâneos, como Zeca Medeiros, Luís Gil Bettencourt e Madredeus. Com a companhia de Matheus Kleber (piano, teclado e acordeão), Marco Maia (violoncelo) e Débora Dreyer, Regina Machado e Eduardo Alves (vozes), Primon lançou mão do violão e da viola de 10 cordas, e o grupo alcançou momentos de grande delicadeza vocal e instrumental, sob medida para a nostalgia sugerida pelo repertório.

 

Thiago Ramil e a irmã Gutcha no Renascença

Thiago Ramil e a irmã Gutcha no Renascença

Na segunda parte, Thiago Ramil mostrou seu trabalho fortemente autoral, honrando a tradição criativa de uma família que inclui os tios Kleiton, Kledir e Vitor (presente na plateia) e o primo Ian Ramil. Com o violão e a voz do autor como ponto de partida, o show teve grande variedade sonora, com dinâmicas e combinações surpreendentes entre percussão, violino, guitarra, piano, teclado, vozes e efeitos eletrônicos – a cargo dos músicos Gutcha Ramil, Andressa Ferreira, Vinicius Albernaz e Felipe Zancanaro.

Depois de uma das melhores edições do ano, o Sons da Cidade volta em 30 de setembro, com o músico Paulinho Parada e o Grupo Mas Bah! rendendo homenagem ao centenário de Lupicínio Rodrigues.

Luciano Granja Grupo e The Jalmas fazem noite roqueira no Renascença

A edição de agosto do projeto República do Rock, na terça-feira (12), teve shows de diferentes estilos no palco do Teatro Renascença. As bandas The Jalmas e Luciano Granja Grupo mostraram, cada uma a seu modo, como o rock pode ser um estilo versátil e provocador.

The Jalmas. Foto: Belisa Giorgis

The Jalmas. Foto: Belisa Giorgis

A sessão de rock’n’roll começou com o quinteto The Jalmas, que está divulgando seu primeiro disco, Dos Palcos aos Cabarés. Em uma performance direta e objetiva, o grupo mostrou ser um legítimo herdeiro das influências dos anos 1960 e de ícones sulistas como TNT, Cascavelletes e Tequila Baby. Com ênfase nas guitarras, os Jalmas cantaram sem cerimônia a vida na estrada, as noites de bebedeira e as aventuras com garotas desconhecidas, ganhando aplausos.

Luciano Granja Grupo. Foto: Belisa Giorgis

Luciano Granja Grupo. Foto: Belisa Giorgis

O quarteto liderado pelo guitarrista Luciano Granja fez, com energia e competência, o segundo show da noite. O som da banda combina toques setentistas a elementos mais contemporâneos, como efeitos eletrônicos – mais evidentes, por exemplo, na releitura psicodélica de All Apologies, do Nirvana. Humberto Gessinger foi o convidado especial, cantando e tocando acordeão no tema A Ilha não se Curva, lançado pelos Engenheiros do Hawaii – banda da qual Granja já foi integrante.

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Humberto Gessinger no show do Luciano Granja Grupo. Foto: Belisa Giorgis

Além de temas próprios, o grupo também releu Dançar Direito, da banda gaúcha Barata Oriental – antigo projeto do cantor e compositor Nenung, uma das atrações do República do Rock em julho.