Santiago Neto e Tarsila abrem o República do Rock 2015

Começou com energia, variedade musical e riqueza cênica o ciclo do projeto República do Rock em 2015. Na última terça-feira (28), a banda Tarsila e o combo Santiago Neto Y Los Misionerotrónicos fizeram seus shows no Teatro Renascença, mostrando sonoridades e estilos distintos, sem abrir mão da essência roqueira.

A banda Tarsila

A banda Tarsila

O quarteto Tarsila começou a noite com uma performance de impacto, apoiada especialmente na intensidade do instrumental – a cargo de Marcelo Reichelt (guitarra), Tiago Schmidt (baixo) e Luca Gontan (bateria) – e das interpretações do vocalista Lucidio Gontan. À força das canções se somou o lirismo das letras, em roteiro que destacou músicas do disco Está Sobrando Espaço (2012) e canções mais recentes.

Santiago Neto Y Los Misionerotrónicos

Santiago Neto Y Los Misionerotrónicos

Depois do intervalo, Santiago Neto e seus Misionerotrónicos mostraram que vertentes como chamamé, bolero e punk rock cabem naturalmente no mesmo repertório. Para tocar os temas do disco Zero Zero do Santo Amém (2013) e lembrar alguns dos sucessos do Sombrero Luminoso, o grupo – com Dudu Yugueros (baixo e vocais), Diogo Stolfo (bateria e vocais) e Moysés Lopes (tocando timbres de acordeão e sintetizador em seus iPads) – também investiu no lado teatral. Sob a direção de Marcelo Restori, com criação de luz de Fabio Cunha e intervenções malabarísticas de Fredericco Restori, Santiago e seu trio ocuparam o palco em diferentes posições, com direito a rápidas coreografias e uma boa dose de humor.

O final do show, no pátio do Centro Municipal de Cultura

O final do show, no pátio do Centro Municipal de Cultura

O final do show foi feito do lado de fora do Centro Municipal de Cultura, em homenagem a Nico Nicolaiewsky (1957-2014), coautor de um dos principais temas do roteiro, Minha Coloninha da Montanha. A cena, em que a banda tocou as canções Sintonia Fina e Luada, lembrou as tradicionais temporadas do espetáculo Tangos & Tragédias no Theatro São Pedro – que costumavam terminar com canjas na Praça da Matriz.

 

Fotos: Carla Balbinot

Texto: Luís Bissigo

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