República do Rock tem noite percussiva com Bombo Larai e Bataclã FC

Foi uma festa dos tambores a edição de junho do projeto República do Rock. As bandas Bataclã FC e Bombo Larai privilegiaram, cada uma com embalo próprio, a intensidade da percussão e suas possíveis combinações dançantes com a linguagem roqueira.

Bombo Larai

Bombo Larai: para bailar

Vinda de uma viagem recente à Argentina, a Bombo Larai se mostrou à vontade com os ritmos latinos – em especial a cumbia, o candombe e a murga, presentes em praticamente todas as canções do roteiro. A performance ganhou ares mais carnavalescos mais para o final, quando os integrantes – Vandré La Cruz (violão e vocal), Ralf Pires (guitarra), Diogo Solka (guitarra), Saymond Roos (baixo), Guilherme Cardoso (percussão e voz) e Gabriel Kbça (bateria) – se distribuíram quase todos entre percussões leves e pesadas. O título de uma das músicas, Eu Não Gosto de Samba, soou como uma divertida ironia para o momento.

Bataclã FC

Assim tocou Bataclã

No show do Bataclã FC, as palavras de ordem foram ritmo e poesia. O grupo de Vitor Curth (bateria), Danilo Marcondes (baixo), Guilherme Schwalm (guitarra), Evandro Sena (DJ), Walter Mello (percussão) e Richard Serraria (voz) visitou músicas de seus dois discos e adiantou canções do próximo álbum, A Teimosia da Felicidade, previsto ainda para este ano. E também criou climas instrumentais para os poetas convidados Demétrio Xavier, Mário Pirata, Nanda Barreto e Ronald Augusto declamarem seus versos, no projeto Mastigadores de Poesia. Em clima de celebração, a fusão de rimas, dramaticidade, funk, samba e rock contou ainda com artes visuais: o artista Diego Dourado, além de fazer rimas, executou desenhos em duas telas colocadas nas laterais do palco, durante a performance.

Bataclã FC

Diego Dourado fez arte ao vivo

O República do Rock volta ao Teatro Renascença no dia 14 de julho, com shows de Frank Jorge e Phantom Powers.
Texto: Luís Bissigo
Fotos: Carla Balbinot

Divulgado o edital de inscrições para o Prêmio Açorianos de Música 2014/2015

Está no Diário Oficial de Porto Alegre desta segunda-feira o edital de inscrições para o Prêmio Açorianos de Música 2014/2015. A cerimônia de premiação, que normalmente era realizada no primeiro semestre, passa este ano para o segundo semestre – a festa está marcada para 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna.

O período de inscrições será entre 24 de julho e 24 de agosto. Serão aceitos trabalhos musicais lançados ao longo do ano de 2014 e no primeiro semestre de 2015 – até o dia 30 de junho. Para mais detalhes, acesse o Diário Oficial no link abaixo:

http://dopaonlineupload.procempa.com.br/dopaonlineupload/1428_ce_20150608_executivo.pdf

Mais informações na Coordenação de Música da SMC, pelo telefone (51) 3289-8119.

Antonio Villeroy e Saulo Fietz celebram vozes e canções no Sons da Cidade

O termo “cantor e compositor” foi a palavra-chave da edição de junho do projeto Sons da Cidade, na noite de terça-feira (2/6). Com estilos e formatos distintos, Antonio Villeroy e Saulo Fietz mostraram as qualidades de seus repertórios próprios e a força de suas interpretações vocais, em duas marcantes apresentações no palco do Teatro Renascença.

Com o EP Depois do Estrondo como ponto de partida, Saulo Fietz apresentou canções próprias influenciadas pela música brasileira e tocadas com energia de rock – com o acompanhamento certeiro de Guilherme Geyer (bateria), Guilherme Mal (baixo) e Paulinho Barcellos (guitarra). O instrumental se destacou, mas em nenhum momento ofuscou a voz de Saulo – que cantou suas letras com clareza, personalidade e boa presença de palco. Também foi assim no momento solo, nas canções Desamarra e Não Desande, tocadas apenas ao violão, com direito a coro da plateia.

Saulo Fietz

Saulo Fietz (com o violão) e Ian Ramil

Ao longo do show, Saulo ainda recebeu convidados como Tati Portella (da banda Chimarruts) e Ian Ramil.

Saulo Fietz

Saulo e banda, com Tati Portella

Depois do primeiro show da noite, Antonio Villeroy tomou o palco sem maiores cerimônias e dominou a cena apenas à base de voz e violão. Foi uma performance acústica, mas nada tímida: Antonio soltou a voz com intensidade, improvisando melodias e falsetes de efeito impressionante. O roteiro passou pelas canções do álbum mais recente, Samboleria, mas também teve espaço para sucessos de outros momentos da trajetória do músico, como São Sebastião, Una Loca Tempestad e Amores Possíveis (da trilha sonora do filme homônimo). A performance terminou bem-humorada, com uma divertida paródia do poema Bochincho, de Jayme Caetano (“não o Carlinhos”) Braun.

Antonio Villeroy

Antonio Villeroy: acústico e intenso

Fotos: Carla Balbinot

Texto: Luís Bissigo