Sons da Cidade terá samba e música litorânea em agosto

Depois de uma edição voltada ao reggae e ao rap, o projeto Sons da Cidade se volta para a música brasileira no mês de agosto. No dia 4/8, no Teatro Renascença, o compositor e cantor Marco Araujo mostra seu trabalho, influenciado pela cultura do litoral gaúcho, e o espetáculo Brasinaria dá nova roupagem a sambas dos anos 40 e 50.

Marco Araujo

Marco Araujo. Foto: Marlene Reinaldo

Radicado em Porto Alegre desde os anos 80, o riograndino Marco Araujo coleciona participações e prêmios em festivais voltados à produção autoral, como o Canto da Lagoa (em Encantado) e a Califórnia da Canção Nativa (em Uruguaiana), além de ter atuado no Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF).

Veja a canção Afeto.

Lançou em 2008 o álbum Mar de Dentro, que será a base do roteiro do show no Sons da Cidade – com espaço também para músicas inéditas de seu próximo disco, Além da Noite dos Poetas.

Brasinaria

A trupe do espetáculo Brasinaria: Foto de Marilis Almeida

Em Brasinaria, canções da metade do século 20 ganham elementos contemporâneos. O repertório – definido a partir de ampla pesquisa feita pela cantora e compositora Danny Calixto – é de sambas assinados por nomes como Ataulfo Alves, Jackson do Pandeiro, Dorival Caymmi e Pixinguinha.

Veja a canção Patrão, Prenda seu Gado.

Os arranjos incluem instrumentos tradicionais e elementos eletrônicos, e foram criados por Danny (voz e violão) em parceria com os instrumentistas Max Garcia (violão de sete cordas e cavaquinho) e Giovanni Berti e Fernando Sessé (percussão e samplers).

O evento começa às 20h e o ingresso é a doação de um quilo de alimento não perecível. A retirada das senhas pode ser feita na bilheteria do teatro, no dia do show, a partir das 19h.

Mais informações no Facebook.

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Prêmio Açorianos de Música recebe inscrições a partir desta sexta-feira

Prêmio Açorianos

Cerimônia do Prêmio Açorianos de Música 2014-2015 será realizada em dezembro

Começa nesta sexta-feira, 24 de julho, o período de inscrições para o Prêmio Açorianos de Música 2014/2015. Na edição deste ano, a principal premiação da música de Porto Alegre irá contemplar álbuns lançados ao longo de 2014 e no primeiro semestre de 2015 (até a data-limite de 30 de junho). A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna.

As inscrições deverão ser feitas até o dia 24 de agosto, na Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura, na Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551, sala 606 – 6º andar), das 9h às 12h e das 14h às 17h. As informações sobre o regulamento do prêmio e a documentação necessária para a inscrição podem ser consultadas no site da SMC, na seção Editais. O link é:

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=476&p_secao=184

A ficha de inscrição pode ser acessada aqui:

Tradicionalmente realizada no primeiro semestre, a festa do Açorianos de Música agora passa para o final do ano. O prêmio, instituído em 1991, contempla CDs e DVDs de gêneros como MPB, pop rock e música instrumental, regional e erudita – além das premiações individuais para músicos, produtores, arranjadores, intérpretes e compositores.

Mais informações pelo telefone (51) 3289-8119.

República do Rock tem noite elétrica com Frank Jorge e Phantom Powers

Na noite seguinte ao Dia Mundial do Rock, o gênero foi celebrado em dose dupla no palco do Teatro Renascença. Com estilos distintos, ambos com grande intensidade guitarreira, o compositor Frank Jorge e o duo Phantom Powers fizeram os shows da edição de julho do projeto República do Rock, trazendo vitalidade elétrica para a noite fria e chuvosa de terça-feira.

Na primeira performance do roteiro, os Phantom Powers mostraram que um duo de guitarristas pode fazer tanto barulho quanto uma banda de três ou quatro integrantes. Enquanto Ray Z se dedicou à guitarra melódica, explorando belos timbres e por vezes fazendo uma linha grave semelhante a um contrabaixo, Tio Vico se desdobrou entre os vocais roucos, a guitarra rítmica e a percussão – bumbo, caixa e pratos acionados com os pés. Com canções em inglês e falas em espanhol, a dupla alternou momentos dramáticos e dançantes, combinando sonoridades essenciais do rock, como o blues e o country, em uma atmosfera que remetia a garagens, saloons e estradas empoeiradas do oeste americano.

Phantom Powers

Tio Vico e Ray Z, os Phantom Powers

Se a noite começou com ecos de Johnny Cash e Tom Waits, a performance seguinte invocou Beatles e Jovem Guarda em alta voltagem. Com grande entrosamento e sem economizar energia nem melodia, Frank Jorge e sua banda – Felipe Rotta (guitarra e voz), Régis Sam (baixo) e Alexandre Birck (bateria) – fizeram uma sessão de iê-iê-iê turbinado contemporâneo. A força da performance serviu bem para canções clássicas – como Nunca DigaAmigo Punk, com direito a coro da plateia – e também para músicas novas, que deverão aparecer no próximo disco do compositor. Ainda houve espaço para homenagens a Beatles, Beach Boys e Julio Reny – um dos grandes parceiros de Frank, que na mesma noite estava lançando a biografia Histórias de Amor & Morte – e para uma curiosa versão instrumental de Je t’aime… moi non plus, do francês Serge Gainsbourg.

Frank Jorge

Frank Jorge e sua banda

O República do Rock volta ao Teatro Renascença em 25 de agosto, com apresentações das bandas Pupilas Dilatadas e Dating Robots.

Fotos: Carla Balbinot

Texto: Luís Bissigo

Fabão e Nitro Di trazem suingue para o Sons da Cidade

O reggae tem origens na Jamaica e o rap surgiu nas ruas dos Estados Unidos. Mas os dois estilos ganharam ares porto-alegrenses na noite de terça-feira, com os shows do rapper Nitro Di e do reggae man Fabão no projeto Sons da Cidade, em uma festa musical cheia de ritmo, poesia e melodia.

Nitro Di

Nitro Di, DJ Azul e Mark B

A síntese entre a atmosfera urbana do rap e o toque campeiro de gaita e de violão foi uma das ênfases do show de Nitro Di. O repertório teve canções do disco Êra Êra, repletas de referência à música regional, e também de outros discos do rapper, além do hit Peleia, gravado pela banda Ultramen. Nitro contou com as batidas do DJ Azul e os versos do MC Mark B para fazer a plateia levantar das poltronas e cantar junto em boa parte das canções. A cultura da rua teve presença ainda mais forte no palco durante as energéticas intervenções dos dançarinos Julinho, Lucas, Lucas Name e Flávio, da Cia Restinga Crew.

Restinga Crew

Bboys da Cia Restinga Crew em ação

Na segunda parte da noite, o balanço foi jamaicano. Vestido a rigor, como uma espécie de general da alegria, Fabão mostrou suas músicas, melódicas, leves e bem humoradas, com sua voz grave característica. Contou com o apoio de uma banda muito entrosada – com Martin Lucas (guitarra e voz), Inácio Bugueño (bateria e voz), João Marcelo (baixo) e Lucas Riccordi (teclado) – e teve boa resposta do público, que aproveitou para dançar em vários momentos. O roteiro combinou temas do EP mais recente – como Pato Qüén e a releitura de Verão em Calcutá, de Nei Lisboa – e hits anteriores, como as divertidas Falão e Brooxa Roots.

Fabão

Fabão e sua banda

O Sons da Cidade volta ao Teatro Renascença em 4/8, com a cantora Danny Calixto (no show de samba Brasinaria) e o cantor e compositor Marco Araujo.

Texto: Luís Bissigo

Fotos: Carla Balbinot