Sons da Cidade de agosto alterna climas acústicos e eletrônicos

A edição de agosto do projeto Sons da Cidade, na noite da última terça-feira, percorreu trajetos sonoros possíveis entre a sutileza e o suingue, indo do acústico ao eletrônico. No palco do Teatro Renascença, o cantor e compositor Marco Araujo apostou em uma performance melódica e intimista, e o espetáculo Brasinaria explorou recursos contemporâneos para enriquecer a linguagem do samba tradicional brasileiro.

Marco Araujo deu início à noite em uma formação que privilegiou as melodias e as letras das canções. Com Costa Lima (baixo e voz), Diego Costa (violão e viola de 12 cordas) e Vinícius Nogueira (violino), ele mostrou canções do álbum Mar de Dentro e também músicas do próximo disco, Além da Noite dos Poetas, nas quais a cultura litorânea é a principal inspiração. Eventualmente pontuada com percussões leves, a apresentação teve vários momentos de participação do público com palmas e coros. Entre os pontos altos, a versão voz-e-violão de Pandorga e o clima jazzístico de Olhos de Simbad.

Marco Araujo e seu grupo

Marco Araujo e seu grupo

Na sequência, Danny Calixto (voz e violão), Max Garcia (violão de sete cordas e cavaquinho) e Giovanni Berti e Fernando Sessé (percussão e samplers) propuseram uma viagem ao Brasil dos anos 40 e 50. O show Brasinaria tem como ponto de partida canções de artistas como Braguinha e Padeirinho, revisitadas em novos arranjos – nos quais vozes, violões, percussões e samplers se combinam na medida certeira para revelar o quanto os versos de antigamente podem soar atuais. Além da sonoridade, um dos destaques do show foi o cenário de Santiago Grillo, combinando simplicidade e requinte.

O show Brasinaria, com o cenário de Grillo ao fundo

O show Brasinaria, com o cenário de Santiago Grillo ao fundo

A próxima edição do Sons da Cidade está marcada para 29 de setembro, também no Teatro Renascença.