Prêmio Açorianos de Música recebe inscrições a partir desta sexta-feira

Prêmio Açorianos

Cerimônia do Prêmio Açorianos de Música 2014-2015 será realizada em dezembro

Começa nesta sexta-feira, 24 de julho, o período de inscrições para o Prêmio Açorianos de Música 2014/2015. Na edição deste ano, a principal premiação da música de Porto Alegre irá contemplar álbuns lançados ao longo de 2014 e no primeiro semestre de 2015 (até a data-limite de 30 de junho). A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna.

As inscrições deverão ser feitas até o dia 24 de agosto, na Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura, na Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551, sala 606 – 6º andar), das 9h às 12h e das 14h às 17h. As informações sobre o regulamento do prêmio e a documentação necessária para a inscrição podem ser consultadas no site da SMC, na seção Editais. O link é:

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=476&p_secao=184

A ficha de inscrição pode ser acessada aqui:

Tradicionalmente realizada no primeiro semestre, a festa do Açorianos de Música agora passa para o final do ano. O prêmio, instituído em 1991, contempla CDs e DVDs de gêneros como MPB, pop rock e música instrumental, regional e erudita – além das premiações individuais para músicos, produtores, arranjadores, intérpretes e compositores.

Mais informações pelo telefone (51) 3289-8119.

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República do Rock tem noite elétrica com Frank Jorge e Phantom Powers

Na noite seguinte ao Dia Mundial do Rock, o gênero foi celebrado em dose dupla no palco do Teatro Renascença. Com estilos distintos, ambos com grande intensidade guitarreira, o compositor Frank Jorge e o duo Phantom Powers fizeram os shows da edição de julho do projeto República do Rock, trazendo vitalidade elétrica para a noite fria e chuvosa de terça-feira.

Na primeira performance do roteiro, os Phantom Powers mostraram que um duo de guitarristas pode fazer tanto barulho quanto uma banda de três ou quatro integrantes. Enquanto Ray Z se dedicou à guitarra melódica, explorando belos timbres e por vezes fazendo uma linha grave semelhante a um contrabaixo, Tio Vico se desdobrou entre os vocais roucos, a guitarra rítmica e a percussão – bumbo, caixa e pratos acionados com os pés. Com canções em inglês e falas em espanhol, a dupla alternou momentos dramáticos e dançantes, combinando sonoridades essenciais do rock, como o blues e o country, em uma atmosfera que remetia a garagens, saloons e estradas empoeiradas do oeste americano.

Phantom Powers

Tio Vico e Ray Z, os Phantom Powers

Se a noite começou com ecos de Johnny Cash e Tom Waits, a performance seguinte invocou Beatles e Jovem Guarda em alta voltagem. Com grande entrosamento e sem economizar energia nem melodia, Frank Jorge e sua banda – Felipe Rotta (guitarra e voz), Régis Sam (baixo) e Alexandre Birck (bateria) – fizeram uma sessão de iê-iê-iê turbinado contemporâneo. A força da performance serviu bem para canções clássicas – como Nunca DigaAmigo Punk, com direito a coro da plateia – e também para músicas novas, que deverão aparecer no próximo disco do compositor. Ainda houve espaço para homenagens a Beatles, Beach Boys e Julio Reny – um dos grandes parceiros de Frank, que na mesma noite estava lançando a biografia Histórias de Amor & Morte – e para uma curiosa versão instrumental de Je t’aime… moi non plus, do francês Serge Gainsbourg.

Frank Jorge

Frank Jorge e sua banda

O República do Rock volta ao Teatro Renascença em 25 de agosto, com apresentações das bandas Pupilas Dilatadas e Dating Robots.

Fotos: Carla Balbinot

Texto: Luís Bissigo

Fabão e Nitro Di trazem suingue para o Sons da Cidade

O reggae tem origens na Jamaica e o rap surgiu nas ruas dos Estados Unidos. Mas os dois estilos ganharam ares porto-alegrenses na noite de terça-feira, com os shows do rapper Nitro Di e do reggae man Fabão no projeto Sons da Cidade, em uma festa musical cheia de ritmo, poesia e melodia.

Nitro Di

Nitro Di, DJ Azul e Mark B

A síntese entre a atmosfera urbana do rap e o toque campeiro de gaita e de violão foi uma das ênfases do show de Nitro Di. O repertório teve canções do disco Êra Êra, repletas de referência à música regional, e também de outros discos do rapper, além do hit Peleia, gravado pela banda Ultramen. Nitro contou com as batidas do DJ Azul e os versos do MC Mark B para fazer a plateia levantar das poltronas e cantar junto em boa parte das canções. A cultura da rua teve presença ainda mais forte no palco durante as energéticas intervenções dos dançarinos Julinho, Lucas, Lucas Name e Flávio, da Cia Restinga Crew.

Restinga Crew

Bboys da Cia Restinga Crew em ação

Na segunda parte da noite, o balanço foi jamaicano. Vestido a rigor, como uma espécie de general da alegria, Fabão mostrou suas músicas, melódicas, leves e bem humoradas, com sua voz grave característica. Contou com o apoio de uma banda muito entrosada – com Martin Lucas (guitarra e voz), Inácio Bugueño (bateria e voz), João Marcelo (baixo) e Lucas Riccordi (teclado) – e teve boa resposta do público, que aproveitou para dançar em vários momentos. O roteiro combinou temas do EP mais recente – como Pato Qüén e a releitura de Verão em Calcutá, de Nei Lisboa – e hits anteriores, como as divertidas Falão e Brooxa Roots.

Fabão

Fabão e sua banda

O Sons da Cidade volta ao Teatro Renascença em 4/8, com a cantora Danny Calixto (no show de samba Brasinaria) e o cantor e compositor Marco Araujo.

Texto: Luís Bissigo

Fotos: Carla Balbinot

República do Rock tem noite percussiva com Bombo Larai e Bataclã FC

Foi uma festa dos tambores a edição de junho do projeto República do Rock. As bandas Bataclã FC e Bombo Larai privilegiaram, cada uma com embalo próprio, a intensidade da percussão e suas possíveis combinações dançantes com a linguagem roqueira.

Bombo Larai

Bombo Larai: para bailar

Vinda de uma viagem recente à Argentina, a Bombo Larai se mostrou à vontade com os ritmos latinos – em especial a cumbia, o candombe e a murga, presentes em praticamente todas as canções do roteiro. A performance ganhou ares mais carnavalescos mais para o final, quando os integrantes – Vandré La Cruz (violão e vocal), Ralf Pires (guitarra), Diogo Solka (guitarra), Saymond Roos (baixo), Guilherme Cardoso (percussão e voz) e Gabriel Kbça (bateria) – se distribuíram quase todos entre percussões leves e pesadas. O título de uma das músicas, Eu Não Gosto de Samba, soou como uma divertida ironia para o momento.

Bataclã FC

Assim tocou Bataclã

No show do Bataclã FC, as palavras de ordem foram ritmo e poesia. O grupo de Vitor Curth (bateria), Danilo Marcondes (baixo), Guilherme Schwalm (guitarra), Evandro Sena (DJ), Walter Mello (percussão) e Richard Serraria (voz) visitou músicas de seus dois discos e adiantou canções do próximo álbum, A Teimosia da Felicidade, previsto ainda para este ano. E também criou climas instrumentais para os poetas convidados Demétrio Xavier, Mário Pirata, Nanda Barreto e Ronald Augusto declamarem seus versos, no projeto Mastigadores de Poesia. Em clima de celebração, a fusão de rimas, dramaticidade, funk, samba e rock contou ainda com artes visuais: o artista Diego Dourado, além de fazer rimas, executou desenhos em duas telas colocadas nas laterais do palco, durante a performance.

Bataclã FC

Diego Dourado fez arte ao vivo

O República do Rock volta ao Teatro Renascença no dia 14 de julho, com shows de Frank Jorge e Phantom Powers.
Texto: Luís Bissigo
Fotos: Carla Balbinot

Divulgado o edital de inscrições para o Prêmio Açorianos de Música 2014/2015

Está no Diário Oficial de Porto Alegre desta segunda-feira o edital de inscrições para o Prêmio Açorianos de Música 2014/2015. A cerimônia de premiação, que normalmente era realizada no primeiro semestre, passa este ano para o segundo semestre – a festa está marcada para 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna.

O período de inscrições será entre 24 de julho e 24 de agosto. Serão aceitos trabalhos musicais lançados ao longo do ano de 2014 e no primeiro semestre de 2015 – até o dia 30 de junho. Para mais detalhes, acesse o Diário Oficial no link abaixo:

http://dopaonlineupload.procempa.com.br/dopaonlineupload/1428_ce_20150608_executivo.pdf

Mais informações na Coordenação de Música da SMC, pelo telefone (51) 3289-8119.

Antonio Villeroy e Saulo Fietz celebram vozes e canções no Sons da Cidade

O termo “cantor e compositor” foi a palavra-chave da edição de junho do projeto Sons da Cidade, na noite de terça-feira (2/6). Com estilos e formatos distintos, Antonio Villeroy e Saulo Fietz mostraram as qualidades de seus repertórios próprios e a força de suas interpretações vocais, em duas marcantes apresentações no palco do Teatro Renascença.

Com o EP Depois do Estrondo como ponto de partida, Saulo Fietz apresentou canções próprias influenciadas pela música brasileira e tocadas com energia de rock – com o acompanhamento certeiro de Guilherme Geyer (bateria), Guilherme Mal (baixo) e Paulinho Barcellos (guitarra). O instrumental se destacou, mas em nenhum momento ofuscou a voz de Saulo – que cantou suas letras com clareza, personalidade e boa presença de palco. Também foi assim no momento solo, nas canções Desamarra e Não Desande, tocadas apenas ao violão, com direito a coro da plateia.

Saulo Fietz

Saulo Fietz (com o violão) e Ian Ramil

Ao longo do show, Saulo ainda recebeu convidados como Tati Portella (da banda Chimarruts) e Ian Ramil.

Saulo Fietz

Saulo e banda, com Tati Portella

Depois do primeiro show da noite, Antonio Villeroy tomou o palco sem maiores cerimônias e dominou a cena apenas à base de voz e violão. Foi uma performance acústica, mas nada tímida: Antonio soltou a voz com intensidade, improvisando melodias e falsetes de efeito impressionante. O roteiro passou pelas canções do álbum mais recente, Samboleria, mas também teve espaço para sucessos de outros momentos da trajetória do músico, como São Sebastião, Una Loca Tempestad e Amores Possíveis (da trilha sonora do filme homônimo). A performance terminou bem-humorada, com uma divertida paródia do poema Bochincho, de Jayme Caetano (“não o Carlinhos”) Braun.

Antonio Villeroy

Antonio Villeroy: acústico e intenso

Fotos: Carla Balbinot

Texto: Luís Bissigo

Subtropicais e Renascentes mostram riqueza sonora no República do Rock

Já houve, na música brasileira, um período em que os rótulos “rock” e “MPB” se aplicavam a estilos e artistas bastante diferentes, quase antagônicos. Bandas como Subtropicais e Renascentes – que fizeram ótimos shows na edição de maio do projeto República do Rock, na última terça-feira – existem para provar que essa distinção rígida pertence ao passado, e que a criação musical vai além de formalidades, fronteiras ou etiquetas.

Os Renascentes começaram a noite com impacto visual: antes do show, foi projetado no fundo do palco do Teatro Renascença o clipe da canção Raiar. A curiosidade é que muitas das crianças que participaram da produção do clipe foram ao teatro, com suas famílias, para assistir ao show – possivelmente o maior público infantil da história do República do Rock. Durante a performance de João Ortácio (guitarra e voz), Átila Viana (baixo e voz) e Dionísio Monteiro (bateria e MPC), com os convidados Rodrigo Trujillo (teclados), Matheus Morlin (guitarras e percussão) e Eduardo Morlin (flauta, violão e percussão), as projeções continuaram, com ilustrações de Ricardo Pirecco, autor do projeto gráfico do CD de estreia da banda.

Renascentes

Os Renascentes, com a arte de Pirecco ao fundo

Na vez dos Subtropicais, foi confirmada a ênfase na diversidade musical já evidenciada no show anterior. Alexandre Marques (voz, violão e guitarra), João Ortácio (voz e guitarra, com novo figurino para sua segunda performance na noite), Marcelo Brack (percussão) e Diego Berquó (bateria), com Thiago Cavalheiro (contrabaixo) e Leonardo Boff (teclado), mostraram canções do disco Produto da Modernidade – um repertório que abre espaço para o lirismo e para a riqueza melódica, temperada com elementos de reggae, funk, samba, música latina e regionalismo gaúcho, entre outros ingredientes. Uma receita de liberdade musical que as duas bandas da noite executaram com energia e competência.

Subtropicais

Subtropicais: suingue e poesia

E a próxima edição do República do Rock promete manter essa dinâmica. No dia 23 de junho, estarão no Renascença os grupos Bataclã FC e Bombo Larai, também afeitos às mesclas sonoras. Até lá!

Texto e fotos: Luís Bissigo